sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Bela, A Bezerra

Acorda junto com o sol,
se arruma, fica bela.
Não tem tempo, corre,
o mundo não espera.


Ela viu o carro passar,
pensou que era seu amor.
Agora ela lembrou,
que nunca se casou.


Quis arrumar um marido
ou namorado para a bancar.
Dava tudo na mesma, 
ela cansou de esperar.


E chegou no trabalho cansada,
morta, sem auto-estima.
Não aguenta mais o patrão,
pede ajuda ao homem de cima.


"Deus me escuta,
não aguento mais trabalhar.
Me manda logo um marido,
um otário pra me bancar."


A linda volta pra casa,
à noite tem um jantar.
Deus atendeu seu pedido,
hoje ela vai se ajeitar.


Onze horas buzina lá fora,
Mercedes classe A. 
Loira, linda e sorrindo,
agora ela vai casar.


Sempre ajeitando o decote
e não parava de falar,
ja fazendo juras de amor,
antes mesmo do jantar.


Estava esperta, de olhos abertos,
por trás deles um abismo.
Mais eram lindos, azuis, 
cativantes, puro ilusionismo. 


E aquele sorrizo colgate,
mais do que tripla ação. 
Era um tiro, calibre 12,
o alvo era meu coração. 


O jantar estava servido,
a conversa era canibal.
A carne era gostosa, 
ela era o prato principal.

Papo vai... 
Pavo vem...
Eu quis ir pro motel, 
e Bela disse Amém.


A danada queria dar,
até deu de mamar.
A bezerra queria o leitinho,
tinha que engravidar... 


Fim de noite.
Missão cumprida.
Agora é DNA, 
e partir pra boa vida.


E foi assim todo dia,
até desvendar o mistério.
A moça acabou descobrindo,
que eu era um homem estéril. 


Ontem terminei com a Bela.
Faltou amor pra mim.
Pois, mulher gosta de homem,
e vaca gosta é de "capim".

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